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Promon supera PABX obsoleto com telefonia IP
Convergência Digital
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09/03/2007
Carolina Chemin, especial para o Convergência Digital
Há dois anos, a Promon, empresa de engenharia e tecnologia, se deparou com um problema: um PABX obsoleto, com dez anos de uso. As alternativas eram ampliar o sistema existente ou mudar para uma plataforma IP. Em função dos altos custos que envolviam a permanência do PABX convencional e das vantagens que a inovação tecnológica trazia, veio a opção pela segunda alternativa.
Após a análise de diversas soluções de operadoras, a empresa acabou se decidindo por um pacote oferecido pela Telemar em parceria com a Cisco, ambas parceiras da Promon. A implantação teve início em julho de 2005, depois de um mês de preparação do ambiente interno para receber o pacote de serviços.
“Tivemos que mudar alguns equipamentos da rede, que precisavam ser mais robustos”, conta Mônica Orsolini, gerente de infra-estrutura da Promon. Movidos pela cautela, os envolvidos decidiram não substituir tudo de uma vez por uma tecnologia nova. Assim, 40% dos terminais telefônicos da empresa foram trocados por telefones IP, enquanto o restante continuou sendo analógico, mas preparado para trafegar voz pela rede através de um voice gateway.
A migração demorou, ao todo, quatro meses e foi avaliada como muito tranqüila pela equipe técnica. O sistema do PABX fica no escritório de São Paulo, mas também é utilizado pela base do Rio de Janeiro sem qualquer delay.
Benefícios Uma das primeiras vantagens apontadas por Mônica foi o fim da necessidade de toda uma estrutura voltada apenas para o PABX. “Antes tínhamos uma sala só para o sistema, com especialistas naquele assunto. Hoje temos um servidor como qualquer outro no data center, e uma pessoa com skill de TI para tomar conta”, comenta.
Outro aspecto interessante do projeto é seu modelo de comercialização. A solução toda foi contratada através da Telemar, em um pacote que abrange desde tarifas até links de comunicação. Dessa forma, nenhum equipamento nem licença são da Promon, o que reduz os custos indiretos de administração dos bens. A empresa se preocupa apenas com uma fatura mensal a ser paga com base no número de usuários.
Em relação a funcionalidades, uma das mais usadas é a portabilidade, ou seja, a possibilidade dos funcionários “levarem” seus ramais para onde forem. Outro fato que chama a atenção é que não há necessidade dos trabalhadores terem um aparelho telefônico.
É possível falar através de um software instalado nos computadores da empresa. “O funcionário, por exemplo, pode estar num aeroporto, acessar o sistema através de uma rede wireless no laptop e falar com qualquer outra pessoa”, explica Mônica.
Essa funcionalidade também possibilita o compartilhamento de estações de trabalho entre as equipes, principalmente a comercial. Além disso, o programa se integra ao Outlook, permitindo com que o usuário receba na mesma interface mensagens de voz e fax. Pode-se também programar filtros de chamadas através de uma interface amigável na web, tornando possível determinar quais telefonemas podem ir diretamente para o ramal de um executivo e quais deles devem ir para a sua secretária.
Em termos de corte de custos, a gerente acredita que a empresa conseguiu uma economia em torno de 30% dentro da estrutura geral de telecomunicações. O sucesso foi tamanho que a Promon agora trabalha na implantação do sistema em seus escritórios remotos.
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