PromonLogicalis será responsável por gerir todos os computadores, a comunicação e até as impressoras utilizadas em obra da empresa de petróleo.
O setor de construção, especialmente na área de infraestrutura, mesmo com a crise econômica, segue com boas perspectivas de crescimento. Com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), iniciativa lançada pelo governo Lula para estimular a economia, a indústria deve receber investimentos pesados.
De olho no filão, a PromonLogicalis, aproveitando, também, sua relação com a empresa irmã Promon Engenharia, está lançando no mercado uma série de serviços voltados para a gestão da infraestrutura de tecnologia da informação em sites de grandes obras.
O primeiro grande cliente da integradora na área é o consórcio estabelecido entre a Promon Engenharia e a construtora Camargo Correia, que foi firmado para desenvolver o projeto da nova Unidade de Coqueamento Retardado da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) da Petrobras. A obra, de proporções gigantescas, deve consumir investimentos da ordem de 2,5 bilhões de reais.
Mauro Pereira, diretor do consórcio Promon Camargo Correia, explica que, geralmente, a gestão da infraestrutura tecnológica em obras desse tamanho é feita pelas próprias construtoras. “O custo de terceirizar e de fazer tudo em casa é praticamente o mesmo. Mas, com o outsourcing, é possível ter um só canal para resolver todos os problemas. E, em uma obra desse porte, a última coisa que se quer ouvir é que a tecnologia não está funcionando”, afirma o executivo.
Pelo contrato, a PromonLogicalis ficará responsável por gerir todos os computadores utilizados na obra, a infraestrutura de comunicação — dados e telefonia — e, até mesmo, as impressoras e copiadoras no local. Qualquer problema é responsabilidade da integradora e o pagamento é feito no modelo de serviços.
Segundo Rodrigo Parreira, diretor executivo da PromonLogicalis, normalmente, o orçamento de tecnologia da informação de uma obra como a da Petrobras corresponde a cerca de 0,5% do total do projeto. Como não se trata do core do negócio das empreiteiras, a gestão da tecnologia é feita de forma primitiva. Com isso, a área acaba se tornando apenas um gerador de custos, sem colaborar muito para o bom andamento do empreendimento.
Mas os sistemas são de fundamental importância, principalmente na gestão de recursos. Parreira explica que a integradora pode entregar um link de dados em qualquer lugar, por mais remoto que seja. Além disso, há a possibilidade de usar a tecnologia de RFID para controle dos equipamentos e materiais usados na obra.
A obra ainda pode ser ligada diretamente aos sistemas de gestão das construtoras, facilitando o acesso e o envio de informações. O executivo afirma que já existem outros contratos firmados, além do consórcio. O foco da empresa está no setor de infraestrutura, por uma questão de porte.