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“Telecom Meltdown or Explosion – quais os impactos para o Brasil ?” foi tema do seminário promovido pelo Instituto de Tecnologia Promon
21/11/2007
No segundo seminário do ITP, profissionais e pesquisadores da área apresentaram as novas tendências e caminhos das telecomunicações no País.
O Instituto de Tecnologia Promon (ITP), lançado no início de 2007 com o objetivo de promover a análise imparcial e o debate das tecnologias emergentes em setores estratégicos que farão diferença no futuro, promoveu no dia 30 de outubro seu segundo seminário, entitulado “Telecom Meltdown or Explosion – Quais os impactos para o Brasil?”.
A presença de palestrantes renomados enriqueceu a discussão sobre a evolução tecnológica recente e projeções futuras em comunicações ópticas móveis e sem fio. Estavam presentes: Dr. Ian F. Akyildiz, professor titular da School of Electrical and Computer Engineering, do Georgia Institute of Technology e diretor do Broadband and Wireless Networking Laboratory; Frank A. Robert, vice-presidente associado da área de Communications & High Tech Practice (Washington DC – EUA e Estocolmo - Suécia) da ATKearney; Dr. Jorge Salomão Pereira, presidente e diretor de tecnologia e negócios da Padtec Equipamentos e Sistemas Ópticos; e Renato Navarro Guerreiro, ex-presidente da Anatel – Agência Nacional de Telecomunicações e sócio-fundador da Guerreiro Consult.
De acordo com Ricardo Corrêa Martins, diretor-executivo do Instituto de Tecnologia Promon, a escolha do tema fundamentou-se na evolução do mercado de telecomunicações no mundo e, principalmente, no Brasil. “Nosso principal objetivo foi estimular a discussão e a análise de tecnologias e negócios emergentes. Buscamos apresentar a evolução tecnológica recente e as projeções futuras, debatendo seus impactos na concepção de novas redes e serviços, bem como o papel que a regulamentação pode ter como inibidora, ou impulsionadora, da adoção dessas novas tecnologias em nosso País”, afirmou Ricardo.
O palestrante Dr. Ian F. Akyildiz apresentou as novas tendências na evolução da tecnologia de RF (radio frequency), como o software radio e o cognitive radio, que viabilizam novas formas de alocação nos espectros disponíveis nas redes sem fio. Essa solução-chave, de acordo com Akyildiz, representa a situação futura a ser adotada nesse segmento, pois o DSA – Dynamic Spectrum Allocation permite a interação e acesso aos espaços (holes) sem que os usuários primários, ou seja, os proprietários do espectro sejam afetados, ou que isso provoque colisão entre os usuários.
Dr. Jorge Salomão Pereira mostrou as potenciais aplicabilidades da fibra óptica no futuro, bem como as suas limitações atuais, tais como, baixa mobilidade e limitação das funcionalidades. “A tecnologia óptica ainda está na fase da infância. Esse fato abre caminho para desenvolvermos cada vez mais a tecnologia da propagação. Hoje, contudo, temos uma perspectiva de rede de acesso mais viável economicamente do que anos atrás. Essa é uma base de sistemas de telecomunicação promissora, tanto para pesquisa, quanto para empresas”, explicou Pereira.
Já Frank A. Robert abordou a tendência das atuais operadoras em focar sua tecnologia de transição na redução de custos e na competição com os novos players do mercado, que são marcas consolidadas como Google e ESPN que passaram a oferecer um portifólio de serviços integrados como, TV por assinatura, internet banda larga e telefonia celular, apenas para citar alguns. “As operadoras precisam avaliar os riscos em todas as possibilidades de expansão. A oportunidade de crescimento da rede é grande e aumenta a competitividade, mas no caso dos players, o foco está nos novos serviços e não nas opções de expansão e crescimento dentro das dimensões existentes”, afirmou Robert.
A palestra de encerramento foi apresentada por Renato Navarro Guerreiro. O ex-presidente da Anatel acredita que a tecnologia é um fator alavancador do desenvolvimento social no País e que diante das potencialidades existentes, a explosão é inexorável. “A Tecnologia da Informação e Comunicação oferece meios para atingir os objetivos sociais propostos para o Brasil. Ao Estado cabe definir as políticas públicas do desenvolvimento e a evolução tecnológica, pois um país muda de perfil a partir do momento em que não cria barreiras para a inclusão e acesso da população à tecnologia”, destacou Guerreiro.
Para Ricardo Corrêa Martins, o Instituto de Tecnologia Promon busca promover a integração entre profissionais de áreas fundamentais para o desenvolvimento pleno dos setores de tecnologia no Brasil. “Acreditamos que o seminário tenha proporcionado um enriquecimento das perspectivas positivas que os profissionais da área já traçaram anteriormente em suas análises. Em dez anos, esperamos que os resultados extraídos dessas discussões sejam tão significativos, quanto já são, em teoria, para nós”, finaliza Ricardo.
Sobre Instituto de Tecnologia Promon - ITP
O Instituto de Tecnologia Promon – ITP – é uma entidade sem fins lucrativos, que tem como objetivo contribuir para a análise e o debate sobre as tecnologias que, no futuro, serão determinantes nos setores de Energia, Desenvolvimento Sustentável e Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC).
Tem como princípio uma postura de neutralidade e imparcialidade em todas as suas atividades, sem vinculação com atividades comerciais. Dessa forma, seu trabalho se desenvolve alicerçado com um forte relacionamento com centros de excelência em pesquisa e desenvolvimento tecnológico no Brasil e no exterior.
Mais informações à imprensa A4 Comunicação Priscilla Tavollassi – priscillatavollassi@a4com.com.br Tel.: 11 3897 4122 / 11 7152 7689
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